Relato de viagem - Polinésia Francesa

Oláááá!!!

No post sobre destinos de lua de mel - Polinésia Francesa, esse aqui, nós dissemos que traríamos um relato de quem passou a lua de mel por lá e AMOU!
Pois então, para vocês segue o precioso relato do Thomaz Neto e da Hylda. Eles tiveram o privilégio de transcorrerem a lua de mel, em junho desse ano, nesse magnífico local.

Leiam o relato com carinho, as dicas são super especiais e ao chegar ao fim a vontade de arrumar as malas e partir será imediata! ;)
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


RELATO DE VIAGEM
Por Thomaz Neto e Hylda Franklin

Escolher o destino de lua de mel não é fácil. São vários os destinos possíveis. Assim, antes de qualquer coisa é necessário decidir o perfil da viagem: praia, campo, lugares históricos, agitados ou calmos, badalados ou ainda desconhecidos.

Decidimos que queríamos passar a lua de mel em um lugar de praias paradisíacas. Destinos não faltaram: Los Cabos (México), Turks and Caicos (Caribe), Ilhas Maurícios, Ilhas Maldivas e Fernando de Noronha foram alguns dos lugares pensados e por algumas razões descartados (inverno, épocas de chuva e etc.)
Também decidimos que além de praia o nosso destino deveria ter um ar romântico, afinal era nossa lua de mel, momento único e especial, e que por tal razão deveria se tornar inesquecível. Acreditávamos então que o único lugar que atendia os nossos “critérios” se chama Polinésia Francesa e podemos antecipar desde logo: Não erramos!!

De fato, a Polinésia Francesa é um paraíso na Terra!! Um lugar encantador, de um povo bem receptivo. Apesar da viagem ser um tanto cansativa (24 horas na ida e 27 horas na volta, partindo de São Paulo), cada segundo é compensado pelas belas paisagens, pela excelente comida e hospitalidade.

Chegamos na madrugada de segunda-feira para terça e nos hospedamos no Hotel Tahiti Nui (recomendável), na capital Papeete. A cidade é um tanto envelhecida e sem tantos atrativos, mas vale um giro (para as pessoas que compraram as passagens aéreas das viagens inter ilhas por conta própria no site da Air Tahiti, é recomendável procurar a loja da empresa, no centro da cidade, para a emissão e impressão dos bilhetes, visto que no aeroporto de Moorea, por exemplo, essa emissão não é feita). 

Ainda na terça-feira, próximo ao meio-dia, embarcamos em um ferry-boat rumo a Moorea (lagarto amarelo, na língua nativa). A viagem dura cerca de quarenta minutos e a chegada tem uma vista deslumbrante da ilha vulcânica. Ficamos hospedados no Sofitel La Ora e gostamos bastante do hotel, que oferece praia exclusiva com uma excelente infraestrutura para aproveitá-la. Muito bom fazer snorkel e apreciar a variedade de peixes típicos da região.

Bangalôs Sofitel La Ora - Foto do arquivo pessoal Thomaz e Hylda

Os restaurantes do hotel são excelentes, razão pela qual não sentimos a necessidade de sair do hotel para almoçar ou jantar. Escolhemos como passeio o safári da Moorea Explorer (contratado no próprio hotel). Apesar do nome safári, é bom que se diga que é trata-se de um passeio pela ilha, no qual passamos a conhecer melhor a sua história e lendas, com visita as suas baías (formadas pela cauda do grande lagarto amarelo, conforme uma das lendas), ao monte belvedere e à montanha mágica (com vistas fantásticas), cuja subida já é uma verdadeira aventura. Provamos do saboroso abacaxi tahitiano e as bebidas locais (todas recomendadas).

                               Snorkel Moorea - Foto do arquivo pessoal Thomaz e Hylda 

Terminada nossa estadia pela bela Moorea, partimos para Bora Bora, a verdadeira cereja do bolo. De início, recomendamos ficar no lado esquerdo da aeronave para começar a desfrutar das belas paisagens ainda lá do alto.

Vista aérea Bora Bora - Foto do arquivo pessoal Thomaz e Hylda

Chegando à ilha, do aeroporto já é possível ver que o azul do mar, que tantos admiramos em fotografias, não é obra de photoshop. As bagagens são retiradas em um balcão voltado para o mar e aí começam os mimos oferecidos pelos resorts. Somos recebidos por uma funcionária do hotel (ficamos hospedados no Le Meridien) em um stand (cada hotel/resort tem o seu), com direito a colar tahitiano. Somos identificados e nossas bagagens são encaminhadas pelo próprio hotel até o nosso quarto. O translado (não incluso nas diárias, o que achamos injusto porque não há outro meio de chegar ao hotel) é feito por lancha e a sua duração é suficiente para ficarmos boquiabertos. O Le Meridien tem uma excelente localização, voltada para o Monte Otemanu. Sem dúvida, é a melhor vista da ilha. Ao chegarmos ao hotel, somos recepcionados com música tahitiana e vamos à recepção, onde encontramos Clara (espanhola com um excelente português), responsável pela nossa chegada. Terminados os trâmites burocráticos, somos levados ao nosso quarto em um carrinho de golfe. No caminho, somos “apresentados” ao hotel, que, de fato, tem uma excelente estrutura. Ao chegarmos ao nosso quarto, nossas bagagens já estavam lá. Para nossa surpresa, quinze minutos depois, mais mimo do hotel. Recebemos um brut de cortesia e podemos comemorar mais uma vez a nossa lua de mel.

Le Meridien - Foto do arquivo pessoal Thomaz e Hylda


                                               Foto do arquivo pessoal Thomaz e Hylda

A estrutura do hotel não deixa a desejar. Ficamos em um bangalô sobre as águas com uma vista fantástica para o Monte Otemanu. O pôr do sol é magnífico. O bom dos bangalôs sobre as águas é que eles criam a sensação de que você tem uma imensa “piscina” particular. O piso de vidro do quarto torna a hospedagem mais divertida também. À noite, deixamos as luzes sob o bangalô acessas e ficamos vendo os peixes passando. Eles parecem gostar da iluminação. 

Monte Otemanu - Foto do arquivo pessoal Thomaz e Hylda

               Monte Otemanu visto do Bangalô - Foto do arquivo pessoal Thomaz e Hylda

Os restaurantes do hotel, assim como os do Sofitel em Moorea, são excelentes (recomendamos o prato com o peixe Mahi Mahi). A variedade e os preços não são atrativos, mas a comida é de excelente qualidade. O café da manhã (o preço é semelhante ao de um prato no almoço ou jantar) vale como um almoço para àqueles que acordam tarde. Mas acordar tarde em Bora Bora é um pecado. Além de aproveitarmos as atividades do hotel, que tem uma praia voltada para o monte (onde andamos de caiaque até uma ilha particular do hotel) e uma interna (onde praticamos snorkel, ressaltando que a quantidade de peixes é muito menor do que a encontrada na praia do Sofitel em Moorea) voltada para dentro do motu, há duas piscinas de bordas infinitas com um visual bem legal. Pela manhã, salvo engano às 10:30h, é possível visitar um centro de tartaruga mantido pelo hotel, onde vemos as tartarugas ameaçadas de extinção serem alimentadas, e conhecemos um pouco mais sobre a fauna local (recomendamos).

Há também uma variedade grande de passeios a serem realizados fora do hotel (há um balcão próximo a recepção para a contratação desses passeios). Escolhemos fazer o passeio com os tubarões em mar aberto, que inclui uma volta pela ilha, snorkel próximo a um coral (3 metros de profundidade) com uma diversidade incrível de peixes, a alimentação de arraias, que é feito no raso (a água bate na metade do tronco) e traz uma sensação incrível, visto que elas avançam quando percebem que você tem um peixe para alimentá-las e ficam rondando a área juntamente com alguns tubarões black tips (há uma recomendação para ter cuidado em não pisá-las, pois algumas delas ainda possuem o ferrão). 
Por fim, o ponto alto do passeio, que é snorkel com os tubarões em uma área de 10 metros de profundidade. Conhecemos duas espécies de tubarões, o lemon e o black tip. Esses são menores e nadam mais próximo à superfície, aqueles são maiores e nadam mais ao fundo. A visibilidade da água é espetacular e a sensação de ter um tubarão nos encarando e desviando o olhar é algo que não conseguimos descrever. Infelizmente, tentar descer mais ao fundo sem equipamento é difícil, porque a pressão da água é grande e causa dor nos ouvidos. 

                                      Arraias - Foto do arquivo pessoal Thomaz e Hylda

                                 Tubarão Black Tip - Foto do arquivo pessoal Thomaz e Hylda

Deixamos para o fim uma das experiências mais gratificantes da viagem: conhecer o famoso restaurante Bloody Mary’s (para quem quer conhecer o La Villa Mahana, outro famoso restaurante da ilha, reserve com bastante antecedência, pois nossa lua de mel foi em junho e as reservas estavam esgotadas até dezembro). A reserva é feita no próprio hotel e há o pagamento do translado para um atracadouro na ilha (ressalte-se que Bora Bora é composta por uma ilha e pelos motus à sua volta, nos quais estão localizados os famosos hotéis), de onde somos levados de van para o restaurante (há horário certo para a chegada e a saída). Ambiente aconchegante, drinks legais e comida excelente (os pratos ainda por preparar ficam em um balcão, nós escolhemos entre as diversas opções e depois somos encaminhados para a nossa mesa). 

                                          Foto do arquivo pessoal Thomaz e Hylda 

Sugerimos mais uma vez o mahi mahi, que é especialidade da casa. Como atrativo o restaurante tem em sua entrada placas com os nomes de diversos famosos que já o frequentaram. Muita gente, mas nenhum nome brasileiro na lista. Outra coisa legal é a possibilidade de deixar uma nota de dinheiro do país do viajante. São diversas notas das mais variadas moedas e sempre anotadas com os nomes dos felizardos que tem a oportunidade de passar a lua de mel no Tahiti.

FIM!!


E aí, deu ou não deu vontade de arrumar as malas e partir?

Neto e Hylda, obrigada pela disponibilidade e por compartilhar conosco momentos ímpares vividos na vossa viagem. Esperaremos o relato das Bodas de Estanho (10 anos) que com fé em Deus vocês comemorarão por lá!

Beijos carinhosos,
Marla, Gabi e Carol.


Comentários

Postar um comentário

Deixe aqui seu recadinho!
Teremos o maior prazer em lê-lo!
Beijo

Postagens mais visitadas