O casamento e o amor

Meninas, no final de 2011, a querida Dea escreveu um post de fim de ano. Nesse post, ela fala de casamento e amor. Sempre releio esse post, porque é tão verdadeiro, tão bonito e sempre me auxilia.
Vale à pena ler de novo ! Eu garanto !
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Como costumo dizer, tenho um ano de casada e onze anos de amor. Durante todo esse tempo muitas pessoas me falaram: “ah, vocês dão tão certo, nasceram um pro outro”. Eu respondo que sim, nós damos certo, mas que não nascemos um pro outro. Nós damos certo porque nos esforçamos para dar certo, e não porque o destino quis. O amor é ingrediente básico, é o começo e a essência de tudo. Mas quem mantém o relacionamento feliz e saudável é a razão.

É com a razão que você reconhece que o outro teve uma criação diferente da sua; teve distintas experiências na vida; tem gostos diferentes do seu; precisa de um espaço só pra ele; quer que você respeite e se adapte aos costumes da família dele. Reconhece, também, que cada um tem que ter um hobby; sair sozinho com os amigos; ter sua privacidade; ter autoconfiança; ter confiança no outro; se cuidar para manter a aparência; e ajudar nas tarefas domésticas. 

Além disso, a razão te faz ver que sem algumas coisas em comum o relacionamento dificilmente perpetuará por longos anos: o casal precisa ter objetivos de vida e valores parecidos para dar certo; além disso, deve haver uma boa química (daquelas de tirar o fôlego) para fazer o relacionamento ser algo mais que uma amizade.  

Sei que pode soar racional e frio, mas para mim só o amor não basta. O amor quer ficar sempre junto, quer o outro só pra si, quer que tudo seja perfeito e quer romantismo a todo tempo. Assim são somente os contos de fada…na vida real tem que ter espaço para respirar e tolerância para com as imperfeições. Na vida real, o príncipe as vezes vai ser sapo e você tem que ser madura o suficiente para entender e resolver as “sapisses” com bom humor, paciência e respeito. 

Queira ser feliz, não queira ter razão. O amor não é um jogo, não há vencedor nem perdedor, no verdadeiro amor se chega a um consenso. Case com a consciência de que será necessário abrir mão de algo seu para agradar o outro e para evitar conflitos. Ah, nunca se esqueça o que te fez se apaixonar por seu parceiro e foque-se nisso, não se foque nos defeitos. E, claro, exija do seu parceiro que aja da mesma forma!  Assim um agrada o outro e, razão à parte, todas as exigências do amor acontecerão de forma muito mais natural e gostosa: o romantismo existirá naturalmente; os momentos a dois, ainda que não sejam sempre, parecerão durar a eternidade; e os momentos de conto de fada serão cada vez mais frequentes.  

É com essa consciência, e com muito amor, claro, que eu e meu marido nos casamos e passamos muito bem por esses primeiros 12 meses juntos. Que assim permaneça!  

Proponho adotarmos como frase para 2012 a seguinte: “Amar é encontrar na felicidade do outro a própria felicidade” (Leibinitz). Pense só, se os dois adotarem essa filosofia, será felicidade transbordando pra todo lado!

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Lindo e maduro. Não é mesmo ?!
A Dea é parceira do Cosinhas de Noiva e escreve aqui no Blog às segundas-feiras sobre maquiagem e às sextas-feiras sobre moda e outras Coisinhas de Noiva.
e-mail para Dea : coisinhasdenoiva.dea@gmail.com.


Beijos, Lidi.










Comentários

  1. Muito sensato esse texto!
    No final de semana passado eu ainda pensava o quão maduro a gente deve ser pra embarcar em um casamento. Adorei o texto!

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