É noiva? Então leia.



Meninas, foi difícil achar um título para esse texto.  Só posso dizer que vale à pena a leitura.

A Ariadne, noiva da história, tinha uma vontade: casar ao “ar livre”, com direito à grama verde e pôr do sol. Foi por essa vontade que o casamento foi adiantado, iria ocorrer em outubro deste ano e em janeiro recebemos a notícia que o casamento seria em maio no dia 26. Nós do Coisinhas de Noiva, fizemos a papelaria do casamento e as forminhas para a mesa de doces.   Muitas pessoas ficaram bestificadas, foi um “adiantamento” significativo, mas os noivos refizeram os cálculos e decidiram que se “corressem” daria tempo casar em maio. O adiantamento deu-se pelo fato de que, todo mundo sabe, em maio não chove em Brasília de jeito nenhum, as chuvas cessam na primeira semana de abril. Moro aqui há cinco anos e nunca choveu em maio.  Já no mês de outubro as chuvas são incertas. E nesse contexto, os preparativos seguiram e todos os detalhes ( local da festa e cerimônia, cardápio, papelaria, decoração, etc) foram em consonância à proposta de um casamento no final de tarde.
Dia 26 de maio chegou, e às 16hs eu estava muito preocupada porque a chuva (forte!) não cessava e pensava: poxa, tanto trabalho que ela teve, tanta correria e não vai poder casar “ao ar livre”. No carro, a caminho do casamento, eu e meu marido lamentávamos de verdade, gente. Porque esse casal é muito querido, é muito do bem, são pessoas em extinção, sério. Enquanto me aproximava do local da festa e onde, também, ocorreria a cerimônia, a chuva ia cessando, mas sabia que não fazia a menor diferença, porque os organizadores juntamente com a Ariadne, tiveram que tomar a decisão horas atrás.
 Bem, agora o relato é por conta da Ariadne, mas se você acha que a história se resume ao fato de “casar ou não casar pisando na graminha”, vai se surpreender.

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Bom, o último mês do casamento foi super cansativo pra mim, então achava que tudo era decorrente do cansaço. Meu casamento ocorreu no dia 26/05/12, nas duas semanas antes comecei a passar mal e tudo começou.

Faltando duas semanas para o Casamento
Domingo do dia 13 não parava nada no estômago, era comer e voltar. Na segunda, dia 14, fim da tarde parecia que eu iria gripar, corpo mole, febrite, dores leves no corpo. Na terça do dia 15 acordei super mole, dificuldade de concentração, dor no corpo e respiração pesada; fui ao trabalho e não aguentei, umas 10:30hs fui ao hospital. Chegando ao Hospital Santa Lúcia fui atendida e diagnosticada inicialmente com uma virose e voltei para casa com uma receita para comprar remédios.
Na terça a única coisa que sentia era dor ao respirar, daí todos achavam que era algo no pulmão. Fui levada ao Hospital por minha mãe, depois de alguns médicos, cai nas mãos do Drº Alexandre, olhou os exames e falou pra minha mãe "Isso tem cara de rins, vou pedir uma ecografia pra ela". Fiz a ecografia e o médico diagnosticou pielonefrite. Ao ver os resultados o Drº Alexandre indicou que eu procurasse um nefro.
Procurei a nefro na Sexta-feira, Drª Odimeire, um ser humano lindo, que viu que tudo indicava para uma pielonefrite, mesmo. A essa altura do campeonato eu já não sentia mais nada, o antibiótico que a primeira médica passou estava fazendo efeito na dor.
Faltando uma semana para o casamento.
Sábado e domingo fiquei com muito sono, enjoada e com febre baixa, liguei pra nefro no domingo e ela me mandou ir ao Santa lúcia. Perguntei se não poderia ir na Segunda pela manhã, ela aceitou, mas não muito satisfeita.
Faltando cinco dias para o casamento

Segunda -feira, 21/05, minha mãe chega em casa falando que a Drª Odimeire não tinha conseguido dormir, acordou às 3 da manhã pensando em mim e que quando ligou a televisão estava passando um casamento, rs. Enfim, fui ao Hospital Santa Lúcia, fui atendida com a Drª Marjan, super competente, que pediu todos os exames e pediu uma tomografia com constraste. Após o exame, a médica falou  para minha mãe: "sua filha tem pielonefrite com abcessos, já falei com a equipe cirúrgica, é muito pequeno para drenar, ela vai ter que internar".
E esse foi o momento de Caos...eu virava pra médica e falava: "Vc tá brincando!"
E ela: "Eu não brinco com coisas sérias";
 E eu: "Mas eu caso nesse final de semana";
 E ela: "Eu acho que não".
 E minha mãe:" Não pode interná-la na segunda após o casamento?'
E a médica para sacudir a minha mãe e falar que a saúde era mais importante do que aquilo, falou: "Se vc quiser que sua filha morra de assepsemia...”.
E aí, pronto...fui internada dia 21/05 segunda-feira e meu casamento seria dia 26/05 no sábado. Minha mãe e meu noivo com cara de enterro, achando que eu iria morrer. Enfim, tudo isso aconteceu, mas eu estava ótima, não sentia dores, não me sentia doente então pra mim foi um "estou internada pra tomar remedinho na veia".

No primeiro dia da internação chegou a Drª Marjan e falou que daria um jeito d'eu sair para o casamento, me arrumar, curtir e voltar para tomar o antibiótico, caso os exames dessem satisfatórios. Fiquei super feliz com a notícia, ela é uma fofa!
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Gente, aqui eu interrompo a narrativa da Ariadne. Vocês perceberam o último parágrafo? Sinceramente, eu não ficaria super feliz com a notícia, no máximo, eu ficaria um pouco menos triste e histérica. Já pensou o caco que está uma noiva a uma semana do casamento?  A família dos noivos não são de Brasília, já estava todo mundo com passagem comprada (tios, primos, avós), hotel reservado, uma festa para 320 pessoas.  Aqueles zilhões de coisas que ficam para resolver na última semana... Bem, o desfecho da história eu só vou contar amanhã, podem me chamem de Sônia Abrão com buquê...
E explico: Sempre encontro com minhas noivinhas uma semana antes do casamento, isso porque a, grande maioria, prefere pegar a encomenda de forminhas na última semana. E muitas delas (não todas, viu gente?! tem muita noiva “de boa”) estão cansadas, estressadas, sem paciência e querendo pedir divórcio antes mesmo de casar, alegando que o noivo não está ajudando (leia-se o noivo não está pirando como eu). Sei que organizar um casamento não é fácil, mas sei que, às vezes, nos apegamos a detalhes tão bobos.  Veja bem, não estou dizendo para você aceitar serviço mal feito de fornecedor ruim, nem abrir mãos dos seus detalhes a fim de não ter trabalho. Estou dizendo para você oferecer as suas olheiras ao que realmente importa. Será que vale à pena perder o sono porque os guardanapos eram para ser amarelo sol e chegou amarelo ouro (é até muito bonito o amarelo ouro, mas não é amarelo sol, ouvi uma noiva certa vez dizer, enquanto o noivo comentava que ela estava de mau humor há uma semana por causa disso). No dia que a Ariadne foi internada, a minha preocupação era a chuva que caia teimosamente naquela segunda-feira, mas tinha esperanças que não chovesse no sábado. É muito chato quando algo não sai como o planejado e frustra nossos planos, porém, observe e pergunto: a chuva era um problema ou era um contratempo?  Amanhã vocês vão me responder.
Amanhã é dia dos namorados, faça um favor ao seu noivo e à você, reveja suas prioridades, descarte a ansiedade relacionada aos contratempos, agradeça a Deus pelos problemas relacionados à sua festa que ele reservou para você, porque, acredite, poderia ser pior  e não me insulte, amanhã eu conto o resto da história . ;)




 Detalhe : Visita foi o que não faltou à Ariadne. Pelo que que ficamos sabendo, foi uma romaria,  percebe-se pela foto...

Beijos,  Lidi, Rol, Gi e Déa.

Comentários

  1. Uauuuu...nossa como isso me fez pensar em algumas coisas..Prioridades mesmo...pq como vc mesma disse, na verdade o que temos são só contratempos, mas existem situações (como essa) que realmente poderiam ser problemas...se isso acontecesse comigo, eu simplesmente choraria todos os dias, com certeza!!!

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  2. to curiosa pelo restante da históriaa...

    bjks

    http://raquelbazi.blogspot.com

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  3. Fiquei mega curiosa pra saber... e que sufoco
    lição com certeza
    Bjs

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  4. q historia...ansiosa pelo final...

    bjuu

    respireecase.blogspot.com.br

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  5. Fofas, daqui a pouco postamos o restante da história. Beijos!

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